SulAmérica lança fundo de previdência com a Constellation

A seguradora SulAmérica ampliou a grade de fundos de investimento de previdência na sua segmentação de alta renda, numa parceria com a Constellation.

         Especializada em ações, a gestora fundada por Florian Bartunek tem patrimônio de cerca de R$ 4 bilhões. Pelo desenho, os rendimentos obtidos com a renda fixa serão usados na construção de um portfólio de ações.

         O fundo, batizado como Constellation SulAmérica Prev FI Multimercado, na parcela em bolsa vai replicar a estratégia da casa, baseada em análise fundamentalista de empresas, com foco em papéis com potencial de alto retorno e com viés de longo prazo.

         Este é mais um passo da SulAmérica no conceito de arquitetura aberta, com oferta de gestores independentes, num modelo em que a concorrente Icatu avançou mais rapidamente e tem hoje mais de cinco dezenas de parcerias.

         Neste ano, a SulAmérica lançou um fundo "long biase", que calibra o tamanho do risco em ações, com a Ibiuna Investimentos, de Mario Torós e Rodrigo Azevedo. A seguradora já tinha acordos com a JGP Gestão e a Brasil Plural.

         Gestoras como Adam Capital, Verde Asset, Canvas, Apex, Kondor , Ibiuna e Leblon já testaram a previdência e uma nova safra de fundos aumentou a lista de opções fora dos bancos, como SPX, Truxt Investimentos, Claritas, Mauá, Alaska, Athena, Bogari, Pacífico e Garde.

         "As circulares da SUSEP 563/564 possibilitaram a criação de novas modalidades de produtos de previdência e novas características em fundos de investimento especialmente constituído (FIEs). Consequentemente, em parceria com a Constellation, pudemos ampliar a gama de produtos, deixando-os mais sofisticados para atender a demanda de novos e atuais clientes da companhia", disse o vice-presidente de investimentos, vida e previdência da SulAmérica, Marcelo Mello, em nota.

         O fundo Constellation SulAmérica vai alocar inicialmente 70% do dinheiro em ativos de renda fixa e 30% em ações selecionadas pela gestora. Após o investimento inicial, apenas os rendimentos obtidos na renda fixa serão reinvestidos na compra de mais ações. A ideia é construir um portfólio que, no médio prazo, atinja uma posição em que o capital fique alocado 50% em ações e 50% em renda fixa.

         O aporte inicial será de R$ 10 mil, sem contribuição regular, com taxa de performance de 20% sobre o que exceder o CDI e taxa de administração de 1,5% ao ano. (do Valor Econômico)

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