Governo vai realizar 24 leilões de concessões no mês de março

O governo federal pretende fazer no mês de março 24 leilões de concessões em vários setores, como portos e aeroportos, afirmou na manhã desta sexta-feira o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Adalberto Vasconcelos.

Em evento sobre privatizações no setor elétrico, que está sendo realizado no BNDES, Vasconcelos disse ainda que o governo tem mais 34 outros projetos previstos até o fim do ano. A carteira total do governo de projetos é de 193, disse.

Segundo o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, presente ao mesmo evento, algumas estatais do país são uma "aberração". Segundo ele, as empresas públicas deficitárias custam R$ 15 bilhões por ano ao Tesouro, recursos que poderiam ser melhor investidos em saúde e segurança.

Mattar afirmou ainda que o governo estuda criar uma empresa, a Nave, para cuidar do espaço aéreo. Mas, segundo ele, não seria uma nova estatal, e sim uma autarquia.

Presente ao mesmo evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o BNDES terá papel "transformador" neste novo governo para o desenvolvimento de um programa de vendas de ativos.

“Além das privatizações dos ativos, o futuro é fazer as concessões, parcerias público-privadas. A economia brasileira estava muito baseada no Estado” — destacou o ministro.

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, disse que a venda de ativos não visa a uma redução das dívidas apenas, mas sim a buscar uma mudança real na economia.

Ele citou a venda das seis distribuidoras de energia das regiões Norte e Nordeste, que permitiu uma redução nas dívidas de R$ 9,3 bilhões e vai proporcionar investimentos de R$ 6,7 bilhões nas empresas, com melhoria da qualidade dos serviços de distribuição de energia.

“O BNDES está preparado com um time articulado para mobilizar capital doméstico e estrangeiro para aumentar o investimento no Brasil”, disse Levy.

Mattar afirmou ainda que o governo não vai mais "financiar empresários".

“Este governo tem que apoiar os empresários, mas se ele não tiver recursos próprios para tocar seu projeto, não dá, pois os recursos (públicos) são escassos e devem ser aplicados na saúde e segurança”, destacou Mattar.“Queremos uma iniciativa privada forte, que tem que buscar recursos lá fora, não como no passado, buscando recursos junto a esta instituição (BNDES)”.

Já o secretário de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, afirmou que o maior problema do país não é a falta de recursos mas a questão moral com desvios de recursos.

“A sensação que eu tive quando assumi foi de uma casa arrombada.  O governo não pode ser perdulário,  e as fiscalizações têm que funcionar. Aqui no Rio não funcionou nada, parecido com Brumadinho”, numa referência á situação econômica a que chegou o governo do Estado do Rio. (de O Globo)

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