Gestora espera valorização dos ativos no curto prazo

A gestora americana BlackRock enxerga uma recuperação dos ativos brasileiros no curto prazo após a disparada de Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno.

         “Vemos os ativos de risco brasileiros se recuperando no curto prazo, com o mercado precificando uma vitória de Bolsonaro no segundo turno, o que provavelmente seria visto como um mandato para avançar com as reformas econômicas”, considerou a casa em relatório.

         Para a gestora, “a equipe econômica de Bolsonaro é percebida como favorável ao mercado e à redução do tamanho do governo brasileiro”. Segundo a BlackRock, “Bolsonaro foi uma figura política decisiva durante grande parte da campanha e a equipe econômica do candidato parece comprometida em construir a agenda de reformas em vigor nos últimos dois anos”.

         A gestora americana, porém, fez uma ressalva: “Se, como alguns temem, Bolsonaro agir de maneira prejudicial às instituições, isso poderia representar riscos de longo prazo para o crescimento do Brasil”.

         A BlackRock também enfatizou que o próximo governo precisa ganhar apoio do Congresso para lidar com uma agenda de reformas. “Mas o partido de Bolsonaro teve uma exibição mais forte do que o esperado no domingo, tornando-se a segunda maior legenda na Câmara.”

         Já uma eventual vitória de Fernando Haddad (PT) no segundo turno “poderia provocar no mercado o receio de que ele fosse mais hesitante em insistir no processo de consolidação fiscal iniciado pelo último governo”.

         A BlackRock lembrou que as propostas do petista “incluem o controle de capital para estabilizar a moeda e um retrocesso das reformas, incluindo as privatizações”. No entanto, afirmou a gestora, “o candidato tem adotado recentemente um tom mais ameno, tornando-o um mistério para os investidores”.

         De acordo com a casa, “as perspectivas de longo prazo dependerão do progresso do novo governo em lidar com a dívida do Brasil”. A gestora americana acrescentou continuar a observar o risco “e consideramos essa diminuição das nuvens políticas dos mercados emergentes como suporte para uma visão de longo prazo nesses mercados”. (do Valor Econômico)

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