Dólar segue mercado externo e opera em queda, a R$ 3,861

O dólar comercial opera em queda nesta quinta-feira, acompanhando o movimento do mercado externo. A moeda americana tem variação negativa de 0,54% ante o real, cotada a R$ 3,861.

            O que contribui para este cenário foi a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos e uma esfriada nos ânimos na disputa comercial com a China. Já o Ibovespa, principal índice de ações local, registra alta de 1,35%, aos 75.404 pontos.

            A inflação ao consumidor dos Estados Unidos apresentou uma alta de 0,1% ante 0,2% que era esperada para junho, trazendo certo alívio de que os juros na maior economia do mundo não devem subir mais do que o esperado. Entretanto, os investidores continuam atentos às movimentações da China e dos Estados Unidos no que diz respeito às tensões comerciais entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

            Nesta quinta, Pequim afirmou que as empresas que operam no país vão sofrer em uma guerra comercial, pedindo às companhias americanas que pressionem seu governo para proteger seus interesses, afirmando que não há negociações em andamento para encerrar o impasse.

            “Esperamos que as empresas dos EUA possam fazer mais para pressionar o governo americano, e trabalhem duro para defender seus próprios interesses” — disse o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng.

Bolsa em alta. No mercado acionário, todas as ações mais negociadas do índice estão em alta. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) sobem 1,49%, cotadas a R$ 17,67. As ordinárias (ONs, com direito a voto) sobem 1,29%, a R$ 20,28. Ontem, os papéis da Petrobrás caíram forte com a derrocada do preço do petróleo no mercado externo.

            As ações da Vale registram alta de 0,65%. Os bancos, de maior peso na composição do índice, também estão em terreno positivo. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco sobem, respectivamente, 1,95% e 1,98%. No caso do Banco do Brasil, a valorização é de 2,01%.

            A valorização, no entanto, é liderada pelos papéis do setor de siderurgia. As ações da Usiminas sobem 6,50% e as da CSN avançam 5,68%.

            Apesar da alta, há a preocupação com o quadro fiscal do Brasil após a aprovação pelo Congresso da nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 com um volume de gastos acima do projeto original.

            Também foi derrubado o veto ao reajuste do funcionalismo público. “As medidas vão fortemente na contramão da necessidade de austeridade fiscal, já que as dados comprovam o crescimento dos gastos administrativos e com pessoal no setor público. Adia-se a possibilidade de tratar do problema do alto custo dos servidores públicos”, avaliou Felipe Berenguer, analista político da Levante Investimentos. (de O Globo)

Comentários
Sem comentários ainda. Seja o primeiro.