Ambani supera dono do Alibaba como o homem mais rico da Ásia

O indiano Mukesh Ambani superou o dono do Alibaba, Jack Ma, como a pessoa mais rica da Ásia, no momento em que ele posiciona o grupo Reliance Industries para desafiar o mercado de e-commerce na Índia.

            Sua fortuna é estimada em US$ 44,3 bilhões — após alta de 1,6% das ações da empresa —, enquanto a de Jack se manteve em US$ 44 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg.

            O presidente do conglomerado — com negócios que vão de produção e refino de petróleo e petroquímicos a varejo e telecomunicações — conquistou US$ 4 bilhões de sua riqueza neste ano. O lema da empresa apresentado em seu site é “crescimento é vida”.

         A duplicação da capacidade de produção de petroquímicos e a expansão da Reliance Jio Infocomm ajudaram nesse movimento. No início do mês, o grupo anunciou que quer usar seus 215 milhões de assinantes em serviços de telecomunicações para expandir sua atuação em e-commerce, nos moldes de gigantes como Amazon e Wal Mart. Em 2018, Jack Ma perdeu US$ 1,4 bilhão de sua riqueza.

            “Precisamos ampliar nosso horizonte de expectativa em relação à Reliance. Eles estão prontos para algo realmente transformador — afirma Nitin Tiwari, analista da Antique Stock Broking.

            Ambani, mais conhecido por executar projetos de larga escala, como a construção do maior complexo de refino do país em Jamnagar, é proprietário da maior rede global de dados móveis e defende ter a mais lucrativa rede de varejo da Índia.

            No encontro anual de acionistas, Ambani afirmou que o Reliance viu “sua maior oportunidade de crescimento ao criar uma nova plataforma de comércio híbrida, online-offline”. Segundo ele, o Reliance vai mais que dobrar de tamanho até 2025.

         A Reliance Jio Infocomm vai lançar um serviço de internet por fibra em 1.100 cidades indianas no mês de agosto, no que ele descreveu que pode ser o maior investimento em infraestrutura de rede do mundo.

            “A Jio é o motor por trás do Reliance. Se a empresa vai dobrar seu lucro nos próximos anos, o preço da ação também vai dobrar, se não mais — disse Deven Choksey, diretora-gerente da KR Choksey Shares e Securities.

            O bilionário herdou o Reliance do seu pai Dhirubhai Ambani, a quem se atribui a disseminação de uma cultura de igualdade entre os indianos de classe média. Ele usou muitas de suas reservas para construir as unidades de petroquímica e têxtil do grupo. A morte de Dhirubhai Ambani em 2002 deixou o grupo sob o comando de Mukesh e de seu irmão mais novo, Anil Ambani. Os irmãos dividiram a empresa em 2005, através de um acordo conseguido pela mãe depois de anos de brigas. (de O Globo)

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