A semana será crucial para a economia, diz Bank of America

Esta semana será a mais importante do ano para a economia? Pelo menos esta é a pergunta feita pelo Bank of America em relatório para clientes.

            Encontros de presidentes, tensões comerciais e anúncios de bancos centrais estão entre os eventos da semana. Cada um deles tem o potencial de impulsionar o mercado financeiro e moldar o cenário para o crescimento global após sinais de desaceleração no primeiro trimestre.

Veja no que é preciso ficar de olho:

Segunda-feira. Investidores terão a primeira oportunidade de avaliar o encontro dos líderes do G7 (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão). No sábado, Donald Trump retirou abruptamente seu apoio a uma declaração final da cúpula de dois dias realizada em La Malbaie (Quebec, Canadá), apesar de um compromisso que foi alcançado após árduas discussões sobre questões comerciais. Trump justificou a mudança de postura pelas declarações de Justin Trudeau, anfitrião da cúpula, durante a coletiva de imprensa que encerrou a reunião.

            No Brasil, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) volta a se reunir em Brasília nesta segunda-feira com as principais entidades representativas dos caminhoneiros, na tentativa de encontrar uma fórmula para a tabela com preços mínimos para o frete rodoviário, uma reivindicação da categoria.

Terça-feira. Trump e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-Un se encontram nesta terça-feira em uma cúpula que já é considerada histórica, na ilha de Sentosa, em Cingapura.

            Na semana passada, o presidente americano disse que previa “um grande sucesso” e que poderia até assinar um acordo com Kim para acabar com a Guerra das Coreias. Nos EUA, o governo vai divulgar um relatório sobre a inflação do país, que deve ajudar a entender quão aquecida — ou não — está a economia americana.

            A legislação para o Brexit da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, volta à Câmara Baixa do Congresso, após receber 15 emendas na Câmara alta. Os ministros de sua equipe vão tentar inverter muitas dessas derrotas. Entre os temas principais estarão qual será o poder do Parlamento sobre o acordo do Brexit e se o Reino Unido deve tentar permanecer em uma união alfandegária.

Quarta-feira. O Federal Reserve deve elevar a taxa de juros pela segunda vez neste ano. Além disso, serão divulgadas novas projeções sobre a trajetória adiante, o que pode sugerir mais quatro altas até o fim de 2018, em vez das três sugeridas em março. Ao mesmo tempo, o banco central da Argentina deve manter suas taxas de juros em 40% ao ano enquanto tenta estabilizar o peso.

            No Brasil, o IBGE apresenta nesta quarta-feira os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril, que deve apresentar alta nas vendas em relação a março, mas uma expansão menor na comparação anual por causa da Páscoa, que este ano não terá os efeitos da Páscoa de 2017.

Quinta-feira. O Banco Central Europeu se aproxima do fim do programa de estímulos à economia com compra de títulos: a expectativa é de que a reunião desta quinta-feira seja a primeira conversa formal de quando e como fazer isso.

            Pesquisa feita pela Bloomberg aponta que um terço dos economistas acredita que o presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, vai definir uma data para o fim do programa, enquanto quase metade (46%) só vê mais detalhes após a reunião de julho.

            O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o princípio saudita Mohammed bin Salman, vão se encontrar na abertura da Copa Mundial da Rússia, um evento que pode afetar o mercado de petróleo. Há chances de avanço de conversas uma semana antes de reunião crucial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Viena.

Sexta-feira.  O Banco do Japão (banco central japonês) deve fechar a semana exatamente como começou: sem aperto na política monetária. O BC ainda está comprando uma quantidade grande de títulos do governo e deve continuar a fazer isso diante do recuo da economia no primeiro trimestre.

            O dia 15 de junho é o prazo para os Estados Unidos divulgarem uma lista final de produtos chineses sujeitos a US$ 50 bilhões em tarifas, que podem ser impostas logo depois. Também na sexta-feira o banco central da Rússia deve manter inalterada a taxa de juros, de 7,25% ao ano.

            No Brasil, o Banco Central apresenta os números do IBC-Br, seu indicador prévio de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de abril. A expectativa dos analistas é de que o IBC-Br mostre um desempenho positivo em relação a março, último número "benigno", antes dos efeitos da greve dos caminhoneiros, em maio. (de O Globo)

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