Guedes tem cinco nomes para o BC, além de Ilan Goldfajn

A equipe de Paulo Guedes , futuro ministro da Economia de Jair Bolsonaro, trabalha como pelo menos cinco nomes para a presidência do Banco Central, segundo integrantes do governo de transição. A manutenção de Ilan Goldfajn no comando da autoridade monetária, no entanto, não está descartada.

A permanência de Ilan dependerá de sua “motivação” no comando do BC, disseram as fontes. Paulo Guedes defende a independência do Banco Central há décadas, assim como Ilan, que se reuniu nesta quarta-feira com líderes partidários na tentativa de viabilizar a votação da medida neste ano. Por isso, essas fontes consideram natural a manutenção dele no cargo.

Caso Ilan Goldfajn saia, Paulo Guedes estuda os nomes dos ex-BC Mário Mesquita, do Itaú; Beny Parnes, da SPX; e Afonso Bevilaqua, além de Roberto Campos Neto, diretor do Santander, e do atual diretor do BC, Carlos Viana.

Os critérios definidos por Guedes e equipe para manter integrantes do atual governo na gestão Bolsonaro são o trabalho desenvolvido por esses técnicos e sua “motivação” para continuar nos cargos.

Por isso, perdeu força o nome da secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, para a presidência da Caixa Econômica Federal ou outro posto na equipe econômica. 

Ana Paula foi para o governo federal em 2016, a convite do então ministro da Fazenda Henrique Meirelles, para fazer parte do "dream team" da economia. O marido e os filhos ficaram no Espírito Santo, e ela passou a se deslocar entre Brasília e Vitória semanalmente. Seu plano é voltar para casa quando acabar o governo Temer e se dedicar a um doutorado.

O mesmo critério de “motivação” também é apontado para definição da presidência da Petrobras. O atual comandante da estatal, Ivan Monteiro, pode ficar no posto, mas ainda nenhum convite foi feito, disseram integrantes da campanha de Bolsonaro. (de O Globo)

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